domingo, 6 de novembro de 2016

O Novo Direito de Familia 03 - APAMAGIS

O Novo Direito de Familia 02 - APAMAGIS

O Novo Direito de Familia 01 - APAMAGIS

O RABO ABANA O CACHORRO




O homem controla a própria vida. A Bíblia diz que lhe deu "o domínio sobre todas as coisas", e isso é verdadeiro quando ele compreende a Verdade; e a Verdade é que as suas condições externas-e seu meio ambiente-são a expressão de sua mentalidade, e nada mais. Não são a causa; são o efeito. Não vem primeiro, vêm a seguir. Você pode modificar seus pensamentos e sentimentos, e depois as coisas externas se modificarão para corresponder a isso, e realmente não há outro meio de agir. Você não está feliz porque está bem. Você está bem porque está feliz. Você não tem fé porque as coisas estão indo bem. Elas estão indo bem porque você tem fé. Você não está deprimido porque surgiram problemas, mas os problemas surgiram, porque, primeiro, a sua percepção da verdade o abandonou.

O segredo da vida, então, é controlar seus estados mentais, pois, se você fizer isso, o resto virá como decorrência. Aceitar a doença, os problemas e o fracasso como inevitáveis e, talvez, inelutáveis é uma loucura, porque é esta mesma aceitação de sua parte que mantém esses males em existência. O homem não é limitado pelo meio. Ele cria seu meio através de suas crenças e sentimentos. Imaginar o comentário é como pensar que o rabo pode abanar o cachorro.

Se você tem pensado que  as condições externas são mais fortes do que você, e que podem impedi-lo de expressar-se segundo a intenção de Deus, diga para si mesmo "o rabo abana o cachorro" e inverta imediatamente a ideia.

Deus quer que você seja saudável, feliz e livre, e você não deve aceitar menos que isso. Assevere que Deus trabalha através de você - e creia nisso - e nada poderá contê-lo. Quem vos impediu que não obedecestes à Verdade?

AS TRÊS DÁDIVAS




Nas velhas histórias da carochinha costumavam nos contar que quando nascia um principezinho as fadas vinham ao batizado trazendo-lhe dádivas. Sentimo-nos tentados a perguntar que dádivas escolheríamos para nós, se tivéssemos voz ativa no assunto. Em outras palavras, quais seriam, digamos, as três melhores dádivas para um recém-nascido?

Sugiro as três seguintes: uma boa constituição física, bom gênio e bom senso. Acho que uma criança com tais qualidades encontraria muito poucas dificuldades na vida. 
Ponho a boa constituição em primeiro lugar porque a saúde é a maior de todas as bençãos que um ser humano pode receber. Sem boa saúde, nada mais conta muito e, é claro, todos estão cientes disso.

Por outro lado, as pessoas nem sempre se dão conta da diferença que o bom gênio faz para o funcionamento macio das engrenagens do dia-a-dia. Não percebem que, tendo-se um temperamento bom, faz-se amigos em toda parte, sem fazer nenhum esforço especial para isso. Quem tem bom gênio é poupado de críticas, ressentimentos, condenações, inveja, e todas as outras coisas negativas que estragam a vida das pessoas.

Finalmente, chego ao bom senso, ao senso prático. Acredito que este seja mais importante do que a posse de qualquer tipo de mera capacidade ou até mesmo grande talento. Será de mais utilidade para tirar um menino ou menina de qualquer dificuldade prática do que todas as instruções que eles tenham recebido. Todos conhecemos homens e mulheres brilhantes que, aparentemente, tinham tudo para o êxito na vida, mas que, devido a falta de bom senso, fracassaram redondamente.

Bem imaginamos que você ache que não recebeu uma ou quaisquer dádivas. O que pode fazer? Bem, a doutrina de Jesus Cristo nos diz que nada de bom que peçamos pela oração nos é negado. Se você quer das dádivas acima para si mesmo, ore por ela todos os dias, reinvincando-a; e faça com que se todas as circunstâncias que apareçam.

"Quando orardes, credes que tendes recebido, e recebereis".



Autor: Emett Fox.

KREISLER ESTAVA BEM!




O que experimentamos é o nosso próprio conceito das coisas. É poe isso que não há duas pessoas que vejam exatamente o mesmo mundo e também porque, em muitos casos, pessoa diferentes vêem mundos diferentes. Para dizer de outra forma, nós fazermos o nosso próprio mundo pela maneira como pensamos, pois realmente vivemos num mundo de nossos próprios pensamentos. Decorre daí que, se nosso pensamento é falho, nossas condições também serão falhas até que o nosso pensamento seja corrigido; e que é inútil tentar melhorar as coisas externas se não modificarmos a nossa mentalidade.

Tomemos a suposição de um, estado de que um surdo vai ao Carnegie Hall assistir a um recital de Kreisler, e que além de surdo ele também é um tolo. Senta-se no meio da platéia e, naturalmente, não houve coisa alguma. Fica irritado e troca seu ingresso por outro no primeiro balcão. Ali, é claro, continua a não ouvir, e pensando totalmente na acústica do prédio é defeituosa, muda de lugar de novo, indo para a torrinha. Ainda assim, não houve coisa alguma. Volta para a platéia e, desta vez, escolhe uma poltrona bem em frente da orquestra, a poucos metros do violinista. 

Como era de se esperar, não tem mais sorte nesse lugar e furioso, sai do teatro declarando que, evidentemente, Kreisler não sabe tocar e que o próprio teatro não foi projetado para concertos.
É fácil para nós vermos que o problema está dentro dele, e que não vai concertar nada trocando de lugar. A única solução para ele é vencer a sua surdez, de alguma forma, e depois poderá apreciar o concerto. Ele terá que se modificar.

Essa parábola se aplica literalmente a todos os problemas da vida. Vemos a desarmonia por causa de uma insuficiência espiritual interna. A medida que adquirimos uma maior compreensão espirítual, a verdadeira Natureza da Existência se revela. Enquanto ficarmos mudando de um lugar para outro em busca de harmonia, ou tentarmos fazer com que ela seja surja, modificando coisas eternas, seremos como o tolo que não podia ouvir Kreisler e ficava correndo de um lado para o outro do teatro.