domingo, 6 de novembro de 2016

KREISLER ESTAVA BEM!




O que experimentamos é o nosso próprio conceito das coisas. É poe isso que não há duas pessoas que vejam exatamente o mesmo mundo e também porque, em muitos casos, pessoa diferentes vêem mundos diferentes. Para dizer de outra forma, nós fazermos o nosso próprio mundo pela maneira como pensamos, pois realmente vivemos num mundo de nossos próprios pensamentos. Decorre daí que, se nosso pensamento é falho, nossas condições também serão falhas até que o nosso pensamento seja corrigido; e que é inútil tentar melhorar as coisas externas se não modificarmos a nossa mentalidade.

Tomemos a suposição de um, estado de que um surdo vai ao Carnegie Hall assistir a um recital de Kreisler, e que além de surdo ele também é um tolo. Senta-se no meio da platéia e, naturalmente, não houve coisa alguma. Fica irritado e troca seu ingresso por outro no primeiro balcão. Ali, é claro, continua a não ouvir, e pensando totalmente na acústica do prédio é defeituosa, muda de lugar de novo, indo para a torrinha. Ainda assim, não houve coisa alguma. Volta para a platéia e, desta vez, escolhe uma poltrona bem em frente da orquestra, a poucos metros do violinista. 

Como era de se esperar, não tem mais sorte nesse lugar e furioso, sai do teatro declarando que, evidentemente, Kreisler não sabe tocar e que o próprio teatro não foi projetado para concertos.
É fácil para nós vermos que o problema está dentro dele, e que não vai concertar nada trocando de lugar. A única solução para ele é vencer a sua surdez, de alguma forma, e depois poderá apreciar o concerto. Ele terá que se modificar.

Essa parábola se aplica literalmente a todos os problemas da vida. Vemos a desarmonia por causa de uma insuficiência espiritual interna. A medida que adquirimos uma maior compreensão espirítual, a verdadeira Natureza da Existência se revela. Enquanto ficarmos mudando de um lugar para outro em busca de harmonia, ou tentarmos fazer com que ela seja surja, modificando coisas eternas, seremos como o tolo que não podia ouvir Kreisler e ficava correndo de um lado para o outro do teatro.

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